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Camada de Ozônio
Buraco do ozônio supera expectativa e bate recorde
O buraco da camada de ozônio sobre a Antártida superou as expectativas iniciais
dos cientistas para este ano - quando, esperava-se, ele atingiria a segunda
maior extensão já registrada - e, em vez disso, empatou com o maior de todos os
tempos, atingindo uma área de mais de 29,5 milhões de quilômetros quadrados,
segundo nota divulgada nesta terça-feira (03) pela OMM - Organização
Meteorológica Mundial, da ONU.
A área desse "buraco" - uma perda na espessura da camada, durante o inverno do
Pólo Sul - é a mesma registrada no ano recorde de 2000, de acordo com leituras
da Nasa, disse Geir Braathen, especialista da OMM. Mas, segundo Braathen, a
maior preocupação vem do fato de que o número de moléculas de ozônio presentes
no buraco é ainda menor que o de 2000. Esse chamado "déficit de massa" é de 39,8
milhões de toneladas, de acordo com anúncio feito na segunda-feira pela Agência
Espacial Européia.
"O déficit de massa é uma medida melhor... porque conta quantas toneladas de
ozônio estão faltando", disse o especialista. Neste ano, o buraco "levará a mais
radiação ultravioleta no solo". Excesso dessa radiação pode acusar câncer de
pele e prejudicar as plantas que estão na base da cadeia alimentar.
O enfraquecimento da camada de ozônio, que se deve principalmente a compostos
químicos criados pelo homem, expõe a Terra a esses raios, emitidos pelo Sol. Em
um tratado assinado em 1997, a maioria dos países concordou em reduzir a emissão
dos gases que atacam o ozônio, os CFCs. Cientistas prevêem que a camada irá se
recuperar, mas os CFCs que já estavam na atmosfera quando o acordo foi assinado
continuam a atuar.
O buraco se forma nas condições frio extremo que marcam o final do inverno na
Antártida desde meados dos anos 80. Geralmente, o buraco atinge sua extensão
máxima em setembro.
FONTE (AP/ Estadão Online)
